Auto da Compadecida [ parte 2 ]

João e Chicó entram na igreja para tentar conversar direito com o padre, mas são interrompidos pelos gritos da mulher do padeiro, a qual vem trazendo sua cachorrinha, que está a beira da morte. " Padre, por favor, benza a minha cachorrinha! É o filho que eu tenho nesse mundo padre... Não deixe ela morrer. " - diz a mulher. E então, ela diz que se o padre não benzer a cachorrinha, ela irá pedir a demissão de seu marido. E que não irá chegar mais nenhum pão na igreja, e olha que todos os pães que vão para a igreja são de graça! Todos começam a conversar, e a casa de Deus vira uma verdadeira bagunça. De repente, o padre olha pro outro lado, e avista a cachorrinha MORTA no pátio da igreja. O QUÊ?! Todos se espantam. E a mulher começa a chorar. Logo atrás dela, está o padeiro, chorando também. E logo depois João Grilo começa a chorar, e passa por Chicó e lhe dá uma cotovelada, que então, fingi que também está chorando. A mulher então sugere ao padre, que como não quis benzer a pobre da cachorra, ela acabou morrendo, compriu sua sentença aqui na Terra e foi embora, que agora, então, ao menos enterre a cachorra... Mas tem que ser em LATIM. O padre também NÃO enterra a cachorra, muito menos em latim. Mas, João diz que essa cachorra, não era uma cachorra qualquer, igual a muitas outras que se vê por aí, que ela era muito esperta e inteligente, que até deixou um testamento em que constava dez contos para o vigário. Após falar isso, o padre logo aceitou a proposta de enterrar a cachorrinha, até em latim.

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